DJANIRA (1914-1979)

Arte Naíf

Pintora, desenhista, ilustradora e cenógrafa, Djanira da Motta e Silva nasceu em Avaré, interior de São Paulo, em 1914.

Fez seu primeiro desenho quando recebia tratamento para tuberculose no Sanatório Dória, na cidade de Campos do Jordão. Na década de 30 estreitou seu contato com a arte ao mudar-se para o Rio de Janeiro.

Ao mudar-se para Santa Teresa, abre a Pensão Mauá, um ponto de encontro de artistas e intelectuais. No início da década de 40 teve aulas com Emeric Marcier e Milton Dacosta, seus hóspedes, e também freqüentou o curso noturno no Liceu de Artes e Ofícios.

Sua primeira exposição individual foi realizada em 1943, na Associação Brasileira de Imprensa. Morou durante dois anos em Nova York onde foi influenciada pela pintura de Pieter Bruegel e conheceu outros grandes artistas como Fernand Léger, Joan Miró e Marc Chagall.

Ao voltar para o Brasil, produziu o mural Candomblé para a residência do escritor Jorge Amado, em Salvador, e o painel para o Liceu Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro.

Destaque para as exposições: Salão Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro – 1942/1949); Salão Nacional de Arte Moderna (Rio de Janeiro – 1951/1958); 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953); Retrospectiva, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, MAM/RJ (Munique/Alemanha e São Paulo – 1958); Arte Moderna Brasileira, no Museu de Arte Moderna (Paris/França – 1960); Retrospectiva, no MNBA (Rio de Janeiro – 1976).

A artista Djanira morreu no Rio de Janeiro, em 1979, aos 65 anos.